Fixklarn
Gestão de avarias em habitação municipal e pública
Como câmaras, empresas municipais de habitação e IPSS podem receber e registar as avarias dos fogos por QR code, com histórico por casa, sem app para os moradores e com prova para auditoria.
Atualizado em 16 de outubro de 2026
Na habitação municipal e pública, gerir avarias bem significa ter um canal único e simples para os moradores comunicarem problemas, um registo por fogo com datas e fotos, e prova de cada intervenção. Um QR code em cada casa permite aos moradores reportar pelo telemóvel sem instalar nada, e dá à entidade um histórico organizado por bairro, prédio e fogo, útil para planear a conservação e para prestar contas.
O enquadramento: conservar é uma obrigação da entidade
No arrendamento apoiado, a Lei n.º 81/2014 atribui às entidades públicas abrangidas pelo regime a responsabilidade de assegurar as condições para o fim a que se destina o arrendamento, promovendo de forma sistemática e programada medidas de conservação do seu parque habitacional. A alteração introduzida pela Lei n.º 32/2016 reforçou as obrigações das entidades locadoras, incluindo a realização de obras de conservação. Em tudo o que a lei especial não regula, aplica-se o Código Civil.
"Sistemática e programada" pede dados. Para planear a conservação de centenas ou milhares de fogos, é preciso saber onde estão as avarias, com que frequência se repetem e quanto tempo levam a resolver.
Os problemas mais comuns
Quem gere habitação pública conhece-os bem:
- Muitos canais de entrada. Atendimento presencial, telefone, email, papel deixado na junta, recado a um técnico. Cada pedido fica onde chegou.
- Pedidos repetidos. Sem saber se o pedido foi registado, o morador volta a comunicar a mesma avaria, por outro canal.
- Moradores com pouca literacia digital. Uma app para instalar, com conta e palavra-passe, afasta precisamente quem mais precisa.
- Pouca visibilidade para os serviços. Difícil responder a perguntas como "quantas avarias temos abertas neste bairro?" ou "que prédios têm humidade recorrente?".
- Prova fraca. Quando há uma reclamação, uma pergunta da assembleia municipal ou uma auditoria, falta um registo com datas e fotos.
Como deve ser um bom sistema de registo de avarias
- Um ponto de entrada por casa. Cada fogo tem um identificador único, por exemplo um QR code afixado em casa.
- Sem app e sem conta para o morador. Lê o código com a câmara do telemóvel, descreve o problema e junta uma foto. Se não tiver telemóvel, um técnico ou um vizinho pode fazê-lo por ele, no mesmo QR.
- O pedido chega já associado ao fogo certo, sem necessidade de alguém o reencaminhar ou copiar.
- Estados visíveis: comunicado, em curso, resolvido. O morador sabe que o pedido foi recebido.
- Fecho com foto do arranjo, para que cada intervenção fique provada.
- Histórico por fogo, prédio e bairro, exportável para relatórios e planeamento.
- Dados alojados na União Europeia, em conformidade com o RGPD.
Comece por um piloto num bairro
Mudar a forma como uma entidade inteira recebe avarias é um projeto grande. Um piloto limitado é mais simples de aprovar e de avaliar:
- Escolha um bairro com um número de fogos gerível e uma equipa técnica disponível.
- Defina o que vai medir antes de começar: número de avarias comunicadas, tempo até à primeira resposta, tempo até à resolução, pedidos repetidos.
- Afixe os QR codes e explique aos moradores, numa sessão curta ou num folheto, como reportar.
- Mantenha os canais antigos abertos durante o piloto, mas registe tudo no mesmo sistema.
- Ao fim do período definido, compare os indicadores e decida se alarga.
Um piloto bem definido, com um preço por fogo, também é mais fácil de enquadrar na contratação pública.
O que os dados permitem fazer
Com o registo por fogo, a entidade passa a conseguir:
- identificar prédios com avarias recorrentes (humidade, canalização, coberturas) e antecipar intervenções;
- responder com factos a pedidos de informação e reclamações;
- prestar contas sobre o tempo de resposta;
- preparar candidaturas a financiamento para reabilitação com dados concretos sobre o estado do parque.
Como a Fixklarn ajuda
A Fixklarn foi feita para este fluxo. Cada fogo tem um QR code; o morador lê-o com o telemóvel, descreve a avaria e junta uma foto, sem app nem conta. O pedido entra no painel da entidade já associado ao fogo, o estado fica visível e fecha com a foto do arranjo. O histórico exporta para Excel e PDF, e os dados ficam alojados na União Europeia.
Para câmaras, empresas municipais de habitação e IPSS, propomos um piloto de 12 meses num bairro, com preço por casa. Saiba mais em habitação municipal e pública ou peça uma proposta.
Fontes: Lei n.º 81/2014, de 19 de dezembro (Diário da República); Lei n.º 32/2016, de 24 de agosto (Diário da República).
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